EXCLUSIVO: ex-moderadores processam a SULAKE

Escrito por :Thaiane em 08/10/2017 18:58 na categoria Pesquisas de Habbolatório


Ainda no dia de ontem, os usuários habbideiros tiveram acesso ao caso da recente vitória de um usuário na justiça contra a Sulake. A notícia pegou a todos de surpresa por ser uma das primeiras, se não a primeira resolução judicial de um problema envolvendo a comunidade BR/PT de Habbo. Até então, parece que a poeira havia abaixado. Prepare-se para mais: parece que os assuntos judiciais não irão parar por aqui. Entre 07/10 e 08/10, a Habbid, com exclusividade, obteve conhecimento de mais problemas administrativos envolvendo a proprietária do Habbo Hotel.

Sabe-se que há aproximadamente 7 meses atrás, a Sulake estava concluindo seu projeto de implantação do AutoMOD no Hotel (muito problemático, por sinal, mas que está começando a caminhar com as próprias pernas). Para realizar isso, porém, como é de conhecimento de todos, a multinacional finlandesa teve de dispensar toda a sua equipe global de moderadores, incluindo a conhecida enorme que trabalhava no Brasil, com personagens marcantes da comunidade. Ao contrário do que acontece com jogadores, para estas pessoas o game era um trabalho, e, portanto, há uma série de questões a serem tratadas quando há uma saída tão grande de funcionários. 

 

Sulake - Everyone can play...

 


Isso implica dizer, igualmente, que entre as demissões a empresa tem de arcar com as responsabilidades (pagamentos) de seus funcionários de acordo com a legislação brasileira para os trabalhadores, mesmo que não haja escritório no Brasil, já que alguns funcionários trabalhavam por aqui. 

MOD_Lucy e MOD_Blues são dois desses ex colaboradores, e a Habbid apurou que ambos entraram com processos contra a Sulake no país por algumas razões provenientes de suas demissões. Para não dificultar o entendimento e privar os leitores de coisas que não os interessam, resumimos os processos em alguns tópicos - confira-os:

1. MOD_Lucy e MOD_Blues reportam falta de pagamentos corretos em domingos e feriados, uma vez que os moderadores exerciam suas funções nestes dias sem obter o ressarcimento devido de acordo com a lei brasileira. 
2. Blues reporta falta de registro em carteira de trabalho, que configura Dano Moral, de modo que a empresa não reconheceu o trabalhador e seu esforço para com o produto.
3. Blues também atesta o menosprezo da Sulake para com sua pessoa, sem preocupação com as normas trabalhistas brasileiras e desrespeitando-o, tendo sua dignidade denegrida.
4. É de conhecimento e concordância dos moderadores que a demissão foi feita de forma incorreta e desrespeitosa; as contas foram banidas enquanto alguns MODs ainda trabalhavam (o motivo do ban, acredite, foi de "comportamento sexual inadequado") e eles foram avisados por WhatsApp de suas retiradas. A carta informativa só chegou dias após o acontecido. Observação: note que aconteceu exatamente a mesma coisa com os gerentes em 2012, que tiveram suas contas e ferramentas retiradas quando estavam trabalhando. 4Queijos, por exemplo, estava entregando emblemas no momento em que perdeu seus "direitos". Parece que o modo já é tradição na empresa.
5. Os MODs estão pedindo aproximadamente R$ 40.000 mil reais como pagamento por todos os motivos envolvidos no processo, cujas informações preferimos por não disponibilizar para manter a privacidade e a segurança dos envolvidos, além do respeito por suas atividades pessoais.

 

Não é a primeira vez

 


Não se pode negar que é totalmente possível que muitas das coisas que são motivos dos processos poderiam ter sido previamente percebidas pelos moderadores contratados. A Sulake certamente expôs, por exemplo, no momento da contratação, especificações sobre os horários dos moderadores e é esperado que eles tivessem consciência das condições nas quais trabalhariam (feriados e fim de semana, por exemplo). Mas também é muito inesperado que a empresa, com um time de pessoas preparadas e funcionando também no Brasil, não teria conhecimento da legislação trabalhista brasileira para subter desse jeito os seus colaboradores. 

Portanto, esses são pontos dos processos que certamente serão discutidos. Esta também não é a primeira vez que um funcionário processa a multinacional finlandesa no Brasil. A ex-gerente de comunidade Reeet fez o mesmo há alguns anos atrás, contando inclusive com quatro advogados. Sobre seu processo não se tem muitas informações. De qualquer forma, isto mostra que a insatisfação quanto à empresa ou ao jogo não ficam somente entre os jogadores.

Até então não há qualquer manifestação da proprietária do Habbo Hotel sobre a situação e não esperamos que haja. Como sempre, a Sulake deve ser discreta. 

Colaboração com informações: NetoMendes-BAN


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